Tupi or not tupi that is the question.
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“Que assim mal dividido esse mundo anda errado,
Que a terra é do homem, não é de deus nem do diabo”

Quinta-feira, Abril 14, 2005
Para Michel Melamed

É por isso que eu escrevo, é por isso que eu esc(r)avo, que eu estrago, é por isso que eu redijo, que eu redigo, me redimo, me reduzo. É por isso que eu sou isso, é por isso que eu só isso. É por isso que eu desuso, que eu deserto, só lamento, solavanco, é por isso que eu só levanto da cama o corpo depois de morto, depois do soco, do soro, depois do touro. É por isso que eu estouro, que eu instauro, eu transatlântico, eu transo oceânico, eu indolente, eu penitente, eu inauguro, eu acho escuro, pulo o muro. Eu estrago, escravo, escrevo. É por isso... é por isso que eu escrevo.


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Encontrei no movelzinho onde ficam guardadas as roupas de cama e banho dos meus pais um livro de uma das escritoras preferidas de mamãe, Rosamunde Pilcher. As quatorze primeiras páginas me remeteram como que instantaneamente ao mundo dela, sabonetes em forma de rosa, toalhas bordadas, roupas asseadas e beleza estéril, estática.
De repente, penso em mamãe como na personagem principal de uma peça chamada Longa Jornada Noite Adentro. Uma mulher pertencente a um mundo que não pode mais sustentar. Ela me pareceu anacrônica, distante das origens, trilhando por um caminho onde estas rosas murcharam, embora tenham sido inventadas outras.
Um dia, ela me disse que eu deveria fazer Letras, porque "ser poeta era a profissão mais bonita que ela podia imaginar".
Mamãe romântica, ao mesmo passo que tão mundana, tão ingressada nessa rotina da-corrida-pro-consultório-do-consultório-pra-farmaco-da-farmaco-pro-cabelereiro e tantas - e últimas - vezes, do-cabelereiro-pro-hospital.
Ela que inspira qualquer feminilidade doce, quase submissa, com ranços que preferiria ofuscar, com lembranças que, pudesse, não optaria em trazer, se revela fibra e aço, se desvela em esperança, essa herança que eu trago, que eu nego, que eu amo.


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Terça-feira, Abril 05, 2005
OBJETOS PERDIDOS
por Julio Cortázar, Mendoza - Argentina, 1944

Por veredas de sueño y habitaciones sordas
tus rendidos veranos me acechan con sus cantos
Una cifra vigilante y sigilosa
va por los arrabales llamándome y llamándome
pero qué falta, dime, en la tarjeta diminuta
Dónde están tu nombre y tu calle y tu desvelo
si la cifra se mezcla con las letras del sueño
si solamente estás donde ya no te busco


Si solamente estás donde ya no te busco...


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Segunda-feira, Abril 04, 2005
Um dia eu caso com esse homem... Eduardo Galeano.

Eu dou um passo, ela dá dois passos.
Eu dou dois passos, ela dá quatro passos.
Eu dou quatro passos, ela dá oito passos.
Para isso serve a utopia, para eu seguir caminhando.


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Sexta-feira, Abril 01, 2005
Casa comigo e roupa lavada.

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Sérgio Castro
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Palavras e Imagens

Fernanda-Irmã
Cotovelares
Misson, O Cara
Jordani Sou Eu
Castilho
Cat, A Mina
Leo Caobelli, O Iluminado
Phasmo, o Fantasminha
Ed, o Coelho Branco
Fernanda, a Imersa
Cris, o Furioso
Yane, O Monstro
Daniela, O Mito
Vitor, o Freire
Arara, a Teresa
Filipe, o Displicente
Coletivo

Tom e Vinicius - por Biagio Di Carlo
Lugares Bacanudos

Silvio Mieli
Na Orelha
O Dilúvio
Memória Viva
Vozes do Brasil
Mercado de Pulgas

... Flávio encara Marco, seu colega que fora acusado de furto no trabalho...