Tupi or not tupi that is the question.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

“Que assim mal dividido esse mundo anda errado,
Que a terra é do homem, não é de deus nem do diabo”

Quarta-feira, Abril 07, 2004
Um Dia de Eternidade



(Como são lindos os nossos dias)

O leito que me dá esta puta que me arde e entranha, estranha Felicidade, dizem, é sagrado segredo.
Me queima na pele esse gosto caduco.Me apunhala cabelos e seios repletos de ardência.
O teto é abstrato e me diz algo de poema escrito com nudez de riso.
"Poesia eu não te escrevo
Eu te vivo
E viva nós!"

, nos diz Cacaso. E não faço senão viver. A tinta da sua pena me inferniza a paz que era triste,
sua alegria me cambaleia por dentro - o meu passo tombado - DESABO. A nossa dança, Amor,
a nossa queda. E salto. Vôo. O nosso brilho de vidro, o nosso medo de chumbo, as nossas lágrimas
e pétalas. E jardim. Os nossos sonhos agora concretos e palpáveis. Tão palpáveis. E sonhos.
Te trinco a madrugada exausta e me vem com promessas que perco por precisão. A dança louca,
ainda bruta, por não haver sido composta nem mesmo por delírio de poeta apaixonado ou sentida
em alguma madrugada por amantes e suas fundas intesidades.

(Teus olhos inquietos maremotam minhas águas)

(Teu riso de pássaro e solitário sinal que faz dos teus lábios multidão, bagunçam os versos do
poema que ainda não compus.)

Às claras teu verso se abriga sem métrica na minha boca e recitamo-nos sem saciedade ou
explicação. A platéia - ah, a platéia! - chora, chora... depois ri subitamente, de uma alegria
funda, distraída.

(Minha Eva, minha erva. Me leva me levvv...)

Venteia no meu peito. Teus olhos poema inteiro no meu olhar.
Sem trégua, sem treva, sem disfarce. Sem farsa. Despido da própria nudez.

Que vida que vivo neste mundo.

Depois da eternidade:

Que vida que vivi naquele mundo.


. . .



Sérgio Castro
. . .
Palavras e Imagens

Fernanda-Irmã
Cotovelares
Misson, O Cara
Jordani Sou Eu
Castilho
Cat, A Mina
Leo Caobelli, O Iluminado
Phasmo, o Fantasminha
Ed, o Coelho Branco
Fernanda, a Imersa
Cris, o Furioso
Yane, O Monstro
Daniela, O Mito
Vitor, o Freire
Arara, a Teresa
Filipe, o Displicente
Coletivo

Tom e Vinicius - por Biagio Di Carlo
Lugares Bacanudos

Silvio Mieli
Na Orelha
O Dilúvio
Memória Viva
Vozes do Brasil
Mercado de Pulgas

... Flávio encara Marco, seu colega que fora acusado de furto no trabalho...