Tupi or not tupi that is the question.
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“Que assim mal dividido esse mundo anda errado,
Que a terra é do homem, não é de deus nem do diabo”

Terça-feira, Dezembro 30, 2003
"Dá-me o que não achei na solidão das noites, nem no tumulto dos dias"
Machado

- Por que você faz isso, Mariana?

Porque sou isso, sou essa; tentei dizer. Sou essa alma impudica e dançante, que sobe nos galhos da noite e vara poesias no mais alto das horas. Essa que beija bocas largas e desconhecidas, que só exige que sejam quentes os braços pro abandono ser consagrado, enquanto a geada perdura no lá dentro que é aqui fora. Sento nas sarjetas e converso sobre os dias, exageros e emboladas, entôo últimas notas sem me lembrar de quem era certo que eu fosse, sem precisar o exaspero e dedicação que me destinaram, pra que fosse moça de bons costumes e ímpetos.
Tenho o romantismo reumático e pálido, que expecta o bem-amado mais ao longe, tenho os hábitos obsessivos dos adolescentes adoecidos e suicidas, que se escoravam e pintavam as bocas e modos à sombra de Goethe, recitando Shakespeare. E trago comigo a perecibilidade da paixão das últimas putas da Augusta, em meio a vírus e vícios. Mendigo um Amor que atravesse, austero e solene, incorruptível, toda desgraça e infortúnio dos tempos e homens, enquanto ofereço a efemeridade de qualquer orgasmo estúpido e múltiplo, apodrecido no eco de uns gemidos roucos que permeiam os ladrilhos de um banheiro imundo, entre um cigarro e um abotoar de calças. Deito-te o corpo entre minha pauluição e ruínas, num quarto de qualquer motel, reminiscências de anúncios de néon, a lâmina enferrujada de um canivete e te sublimo a alma, num altar primitivo, o gozo sagrado. Assim, enquanto murmuro sacanagens que fariam enrubescer o mais indecente e acostumado ao oficio dos cafetões, passo da minha boca à tua um resto de vinho e a promessa de que te vou acompanhar, mesmo que desabem dissabores e dilúvios nunca dantes apreciados, nem naqueles tempos de Noé, construo uma arca que abarque todo meu paradoxo e insensatez, toda minha paixão arcaica e vulgar, antiquada e (de)vasta, devassa.
Enquanto circulo entre bares e brasas, bocas e quedas, elejo a ti, meu reinício e precipício. O homem que me veio pra salvar das trevas e desânimos, que me ergue depois de estourado o incêndio, me impede no instante do salto, me ama antes da meia-noite.


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Sexta-feira, Dezembro 19, 2003
Tinha, assim, riscos de uma vaidade que se insinuava. Um esmalte clarinho que lhe coloria as unhas, um jeito tímido de passar os dedos entre os cabelos, uns saltinhos baixos e um sorriso longo, largo.
Era porque achasse bonito o céu de manhãzinha e tinha gosto por decorar quadrinhas, as quais cantarolava enquanto esfregava com pouca força e muita graça o sabão de coco nas roupas que ajudava a mãe a lavar. O cheiro branco era uma coisa boa que lembrava as noites de lençol recém-passado, quando o sono era invariavelmente doce e comprido.
Estava grávida de mês e meio, mas desconhecia e era criança por dentro, pois gostava muito de atirar pedrinhas no riacho, correr atrás do passaredo e subir no mais secreto da bananeira quando a tardezinha morria, em espasmos alucinados e ela ficava sozinha, nem bem sendo dia, nem bem sendo noite.
Homens, conhecera alguns. Uns com barba feita e o corpo cheirando colônia. Outros com hálito de pinga e mãos bárbaras. Alguns lhe beijavam os olhos e lhe fritavam peixes, serviam tragos, outros a despiam com ira, cuspe e xingamento. Uma vez, uma mulher foi lhe contornando o rosto e os lábios e os seios e ela achou tão bonito que lhe fez uma boneca com espiga de milho e cabelos de margaridas e chamou de Paula.
O prazer sempre lhe vinha com vagas anunciações e luzes inconscientes; enquanto passava o sabonete nos cabelos pretos ou tomava o leite ainda quente e espumante que seu tio tirava, dia mal se clareando.
Numa noite, com um primo, sentira espécie de dor, uma angústia, um respirar entrecortado, uma sensação que não vinha, não queria que viesse, uma alegria muito calma e fina e depois dormiu. Quando acordou, sorrindo, andou descalça por uma trilhazinha nua, viu o Sol nascer do alto do morro e escreveu, num pedaço de papel pardo, com uma bic falhando: "Hoje o dedo de deus tocou em mim". Repetiu algumas vezes e adormeceu logo seguido.
Tinha uma flautinha de bambu oco e gostava do cheiro de terra depois da chuva. Vivia assim. Tempo se passando, tempo se correndo, (es)corrido.
E a menina cresce, veste a roupa de mãe, mastiga o nome de Mãe, troca os saltos, as cestas, compra cenouras no mercado da cidade às quartas e um dia morre, assim, numa curva seca, com o menino no colo e uma criança murcha por dentro, apagada. Morreu, mas nada impede que volte pra casa, guarde as compras e recomece, sempre, esquecida de bonecas de espiga, de laranjais e pactos de ketchup.



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Terça-feira, Dezembro 16, 2003
Antes do Verão (Uma Estrada)
Para que
Geandra se conceda perdão

E como ainda tem um pouco de pedra nas águas que desgastam as rochas à beira da praia, tem um tanto de Amor nas mãos fêmeas que cavaram o corpo de um homem pra encontrar, aceso no peito em carne viva, um sentimento luminoso e sem vaidades. Restam as feridas rasgadas nas costas, vestígios de pele nas unhas, das garras afiadas no gozo, da chibata que estala, no tédio. Resta um ressentimento que a acorda nas madrugadas, gosto de silêncio apodrecido na boca, os dentes cerrados, uma tortura que, por hábito, dá de comer e acaricia, no que se fere. Cria um monstro sem sanidade que se debate e corrói suas entranhas. Te acalma, princesa. O sono já vem. Já vem a utopia, a parede nua para se encostar, um cavalo preto que te traga, a galopes, pro meu Janeiro.
E pensa que assim, quando ele encostar em nova musa eleita, acostumado à tua carne rija e delicada, comparará as ancas, o tamanho dos seios, descerá em curvas erradas, estudará feições imprevistas e, deslumbrado em gestos marcados, terá como vaga lembrança a sombra nos teus olhos verdes, a dor absurda no teu sorriso ateu, as máculas sóbrias em puro lençol, em qualquer rede branca ou peito oco.



A comparação de um Amor definhado, o cheiro das dobras, a tessitura dos dias, as linhas na palma da mão. Um café, um segredo, nunca mais aquele desalinho tão delicioso e o golpe depois das flores, o berro antes do trauma. Me arrumo pra você, que se perfuma pra mim. Depilo as pernas, mudo blusas, planejo falas e te espero. Uma última chance ao que batizei de namoro, fictícios nomes à minha dependência.
Como um bicho viciado, voltava e voltava, ainda, desarmado. Desalmada algoz, empunhei a espada e te destruí o corpo, te ceguei os olhos, agora, perdoa, corrompi ao que me veio sobre a forma de "nós". Tétricas palavras em desuso. Um romancear caduco, ultrapassado. Meu menino, meu, meu, pronome possessivo, sangra o ventre pra se provar meu, te acorrenta ao meu passado pra não descobrir asas, pousa no chão raso, não te quero duplo, não te quero livre. Só te quis meu. Te quis só se meu.

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Terça-feira, Dezembro 09, 2003
A Noite Sendo

E daqui o céu se traja de um laranja se querendo rosa, um tom adoecido de quem flertou com a cidade, se misturou aos resíduos e vapores dos motores, pintou os lábios e vestiu umas sandalinhas de couro cru que roubou ontem.
Esses homens que te fitam, firmamento, à espera da mulher pálida e indócil, uma Lua (cheia? minguante? nenhuma?), uma mulher que talvez não venha e não se engravide dos nossos olhos pasmos, famintos, nem rodopie, fantástica e exibida na sua vaidade plena, no seu gosto que é de dança, no seu rosto que é de cera. Céu estrelado de interior, aquele silêncio que se toca e se bebe, que é um vestido de linho fino e grito agudo. Uma noite que pinga o azeite quente de um candeeiro, uma madrugada que suporta as fábulas roucas dos homens bebericando cachaça, enrolando e emendando cigarros de palha com a mesma prática e delícia que às palavras.
Meu peito desce junto ao Sol e esfria o asfalto das metrópoles que erguemos e que deus algum previu, no desenho trágico e bárbaro das evoluções que às vezes mais são retrocesso.
O noticiário da tevê que serve pra esperar a novela. As grandes almas ainda anseiam pela Lua, noiva atrasada, que faz mistério, pintando as unhas, ajeitando as pregas da saia, (embora só surja nua), assistindo, calma, o pôr-do-Sol de camarote. "Apareço hoje?" Certa preguiça, o rosto inchado, as horas verves e os homens voltando do trabalho, trancando os escritórios, avenidas e a minha garganta que tem um nó segredado.
Aquela doçura em desespero, um livro de contos, a lã que se vai tornando blusa junto aos dedos da velhinha, o dia que se vai minguando longe dos meus gestos. Teci essa noite com tanto zelo que abrirei uma garrafa de vinho e andarei pelos corredores vazios, que estalam o piso, que esperam o passo.
Esse madruguear é tão agudo que sei que um homem espera uma mulher, uma mulher espera um filho (porque dele prenhe, uma; porque o rapaz vara os bares, outra), uns dedos tiram das cordas de aço uma música parida com vermute e cheiro de terra. Porque eu ouço a melodia e vejo os homens, porque essa noite existe e eu ainda espero a Lua.



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Segunda-feira, Dezembro 08, 2003
Esta foi uma das primeiras crônicas ou contos que escrevi, faz uns três anos, imagino. Quis publicar pra que me desvendem o início.

A Última Folha do Outono

Na velha esquina de sempre, se encontraram. Os mesmos olhos que antes se tateavam com curiosidade, agora se encaravam com um brilho já cansado e gasto.
Suas mãos se agarraram, como que pra fingir que estava tudo bem e que voltariam, os dois, ao mesmo teto e com a chegada discreta e repentina da noite, novamente se sentariam à beira da cama, cantando suas canções pelos braços, toques e cheiro; novamente se olhariam, procurando um no olho do outro o começo e o fim do mistério da vida.
Mas aquelas mãos, unidas agora de uma forma tão lânguida, tão sôfrega e artificial, evidenciavam que tudo se fora, era o fim, sim, o fim inevitável, o fim do qual fugiram sempre e tanto, de um modo tão desenfreado, tão desesperado que acabara chegando.
Era o esmorecer das fotos em preto e branco, dos sonetos chorados, daquela embriaguez tão louca, tão deles.
Eles caminhavam juntos, lado a lado, com aquele fim dissimulado, tão mal dissimulado.
Ele quis chorar e parar e sentar agora, com as mãos enterradas nos cabelos encaracolados; quis chorar até voltar a desejá-la, até enxergar naquela mulher, novamente, com aquele vestido turquesa, tão linda, a sua pequena, a sua mulher, aquela, que ele disse pertencer "até o fim de nós, até o fim de tudo"; quis chorar e lhe implorar pra que não fosse, pra que ficasse, mais uma vez, a última chance. Ele quis, quis, quis tanto... Mas nada fez.
E ela, com a mão pequena enlaçada a dele, quis novamente entrar naquele cinema, na matinê; abraçar-lhe com força e calma, bem devagar, pra que desse tempo do filme rebobinar por completo, pra que caminhassem os dois, novamente, sobre aquela estrada, contemplando a lua cheia; pra que discutissem, novamente, o cardápio daquela noite, que seria o mesmo macarrão de sempre, que ela não acertava nunca, tão entretida com aquele seu homenzinho; o ponto passava e os dois sorriam, naufragados nos próprios maremotos. Se esqueciam de comer, de dormir, de voltar.
Mas estavam, agora, encarando a convivência, sem entender.
E agora? Como era? Como seria? Esse fim não havia nos livros de fábulas, nas novelas, nos romances. E agora? Qual o trajeto? Qual o caminho? Quem era ela, com aquela mala, as roupas, os livros, a casa da mãe? E agora? Como acordar? Como esquecer de dormir?
Ele também não sabia. Com a calça amassada e o rosto enfeitado com duas grandes olheiras, tão feias, tão tristes; andava, fingindo estar com o pensamento longe, no trabalho, na goteira, nas contas, quem sabe em outra mulher? Mas não adiantava, ele pensava nela, estava ali, por completo, por inteiro.
Mal se olhavam, temerosos, inseguros e desconfortáveis.
Era outono. Fazia três anos. Como dizes adeus? Se encararam, sem titubear. Era o fim.
As mãos se soltaram. Desvencilhariam-se, lentamente.
Na casa dele, mais nenhum retrato, nenhuma roupa, carta, perfume, poema, mais nenhum vestígio do que foram. Dentro dele, com o fechar dos olhos, ela viria, com seu vestido turquesa, dançando ao longo do sétimo céu aquela música, aquela em que "depois de te perder, te encontro com certeza" e ele seguiria, como encantado, ao lado de sua pequena.
Mas era o fim.
E caiu a última folha do outono.


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Quarta-feira, Dezembro 03, 2003
Tenho achado tudo que escrevo detestável, em estilo e estética, (falta de) sonoridade e afins... Tudo que é bonito na poesia (a cor da poeira da estrada) tem faltado nas minhas letras. Mas preciso dizer. Que seja feio, mas por visceral, tenho de dizer.

- Essa caneca vai no microondas?
- Vai, vó.
- Mamá, a vida é tão dura. Você ainda não sabe nada dela, menina.

E não posso saber justamente porque sou muito menina, diz ela. Um minuto e vinte cinco segundos depois, tirando o café-com-leite do forninho, ri muito e me diz que se alegra tanto consigo mesma, porque a vida é, afinal, muito divertida.
Minha vó veio passar uns tempos aqui em casa, fazer exames em São Paulo. E hoje ficamos comendo panetone e tomando café. Depois de um tempo, me fiz ouvinte, expectando uma conversa entre ela e a Mazé, a moça que trabalha aqui desde antes deu nascer. No início o conservadorismo me causando instintiva aversão, tanto que podia ouvir mal, muito mal, a audição falhando, não querendo captar. E com o passar dos minutos (e das graves bobagens), pude tentar me transpor ao tempo em que ela viveu, mesmo que não o externo, aquele absurdo, uterino, muito fundo, dos anos que passou casada com meu avô, destes outros que se alongam num luto que ela vê por obrigação vestir no rosto e nas lágrimas, nunca mais namorar, quiçá nunca mais sentir-se bem, como prova de que o amou verdadeiramente. E fiquei pensando se com todas essas paredes e pudores, esse tanto de décadas que ela traz nas costas curvas e nos gestos que ficam retidos num inconsciente que vem à tona como Que Coisa Ridícula Uma Senhora Desta Idade Se Portar Deste Jeito, se com esse tanto de medo e ideal de Casar-se Virgem E Agüentar O Que For Preciso Do Meu Senhor, ela entenderia o meu Amor. Esse que não conhece o melhor modo de se portar e nunca leu manuais, que nasce desembrulhado e me sobe à garganta, que ouve o barulho da noite; que dedilha um violão e alucina, me degreda, me segreda coisas indizíveis, ora porque são a própria abstração, ora porque não são permitidas neste horário. Se entenderia meu leito, jeito e motivos de entrega, minha falta de medida, de senso, a razão que falha e se veste nos trajes mais passionais. Às vezes atino, finjo-me madura, calculo horas, meço a embriaguez, o tamanho do desejo, da distância. Será que entenderia? Minha agressividade, devoção, ira. Meu amor virulento e imenso. Meus restos, meus olhos. Mede meus desertos, a profundidade das minhas águas, dos meus intentos, detentos.
Agora se mete a fazer comentários despropositados, quero tapar os ouvidos, abrir berreiro, xingar com a língua da dor. Vontade de chorar. Eu não entendo o seu Amor comedido, sem fábulas, com tantas rédeas e cercas e setas, certas. O Amor é amoral, vó. Nenhum, nenhum. Eu não entendo o seu Amor. Ela entenderia o meu?


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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003
E taca cimento, fermento no sonho, as lembranças se equilibrando como um garçom com tantos copos quantos meus anseios. O tempo passa, e quem diria que não? Eu sei, eu vejo. Os contornos no corpo se fazendo outros, as unhas que corto e esqueço na mesinha da sala, os fios de cabelos que entrego às tesouras. Todos denunciam o tempo que escorre, lépido, lépido, como os meninos que voam de um farol ao outro, o movimento das horas são como as bolinhas de tênis que os guris fazem dançar nos meus ares de outrora. Daí se abrem as gavetas e tenho que jogar tudo ao chão, depois ao lixo. Fazem dobras as nesgas negras da minha memória, não nego. Um dia acabo o colegial, noutro presto vestibular, formatura, bar, sinuca, outros delírios, outras estações. Tenho pressa de sair de casa, tenho ânsia de me render ao mundo. Tenho medo de sair de casa, tenho pavor de me render ao mundo. Folheio, transtorno. Éramos outros. Éramos, quem sabe, poucos. E o meu mundo éramos nós. Se esfarinham, se erguem, estranhas estruturas, esculturas de sal, estátuas que flagro em tímido meneio de cabeça. Tempo, tempo, tempo. Um dos deuses mais lindos, vá lá, Caetano, mas também assustador. Cronos me medra. Eu comecei a chorar, ponta absurda de desespero, nos abraçávamos e você me sussurra que já me vê naquele futuro que esboçamos, dando as margens inexatas e deliciosas pro imprevisível. Contas, cotas. E todo aquele resto. De estranha vaidade, de raciocínios truncados, de viagens sem voltas, de barcos à deriva. Deixa, deixa os cavalos e o Carnaval. Canavial. Um brinde às doces uvas, das últimas docas.

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Sérgio Castro
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Palavras e Imagens

Fernanda-Irmã
Cotovelares
Misson, O Cara
Jordani Sou Eu
Castilho
Cat, A Mina
Leo Caobelli, O Iluminado
Phasmo, o Fantasminha
Ed, o Coelho Branco
Fernanda, a Imersa
Cris, o Furioso
Yane, O Monstro
Daniela, O Mito
Vitor, o Freire
Arara, a Teresa
Filipe, o Displicente
Coletivo

Tom e Vinicius - por Biagio Di Carlo
Lugares Bacanudos

Silvio Mieli
Na Orelha
O Dilúvio
Memória Viva
Vozes do Brasil
Mercado de Pulgas

... Flávio encara Marco, seu colega que fora acusado de furto no trabalho...